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FLISGO Solidário

 

São Gonçalo, tem gente com fome!

 

O Festival Literário de São Gonçalo – FLISGO, em sua missão de mobilizar e conscientizar mentes e corações para o exercício da cidadania plena, propõe o FLISGO Solidário, que tem por foco arregimentar empresas para promover o acesso de grupos e coletivos a cestas de alimentos com distribuição entre seus públicos prioritários.



O quadro pandêmico, que se estende por dois anos, explicitou as desigualdades sociais no Brasil. A necessidade de distanciamento social, que reduz a oferta de emprego e prejudica, drasticamente, a produção do mercado informal - atividade comum entre as classes sociais menos favorecidas - afeta gravemente as populações periféricas em seus direitos mais básicos, como a alimentação básica.

Portanto, neste momento de crise política, sanitária e econômica, o movimento FLISGO Solidário é mais uma ferramenta de engajamento social e de promoção da dignidade humana.

O Movimento será realizado em etapas: mapeamento e levantamento das necessidades da população; busca de empresas que trabalhem com venda de cestas básicas para parcerias fixas, com o intuito de movimentar a economia local; busca de parceiros doadores, com foco definido ou geral, com levantamento de valores através de eventos virtuais.



A primeira etapa, que irá até o dia 31 de março, destina-se ao mapeamento das Instituições/Projetos/Coletivos atuantes no Município de São Gonçalo que prestam assistência a famílias em área de vulnerabilidade e em condições de miséria extrema, assim como coleta de informações com objetivo de conhecer/traçar o perfil das famílias assistidas.

 

Seja um fomentador! Participe divulgando, arregimentando doadores ou doando!

Mais informações: 21 99283-9424 - Alberto Rodrigues.

oacessocultural@gmail.com

 

Texto: Roberta Pereira.

Foto: Divulgação.

 

 

 

1º Seminário Flisgo – Escritas Pretas

 

Entre os dias 19 e 21 de fevereiro acontecerá o Seminário Flisgo - Escritas Pretas, que será totalmente on-line e gratuito. O evento reunirá pesquisadores, professores, escritores e artistas, que participarão de painéis e/ou ministração de oficinas, centralizando uma reflexão em busca de outra forma sócio-histórica de conhecimentos que foram invisibilizados e estigmatizados, no campo das relações étnico-raciais.



As atividades se iniciam às 10 horas, do dia 19, com uma oficina de arte indígena e a abertura oficial do evento, com a Conferência do renomado escritor Éle Semog, secretário executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP. No dia 21, último dia, o samba pede passagem com uma oficina sobre samba-enredo, ministrado pela Profa. Dra Helena Theodoro, pesquisadora da cultura africana e afro-brasileira, além de rodas de conversa sobre a importância do resgate histórico do movimento.

Segundo Alberto Rodrigues, o Escritas Pretas “simboliza a jornada dos 21 Dias de Ativismo contra o Racismo, em março, propondo uma reconfiguração das rasuras da historiografia oficial excludente que fomentou o apagamento sistemático das culturas e escritas pretas, bem como a dos povos originários, modelando os efeitos da colonização e da colonialidade do poder sobre formas de expressão escrita e demais práticas artísticas/culturais”.

Ao que complementa a curadora do evento, Profa. Dra Shirlei Victorino, pesquisadora e formadora do Centro de Formação Continuada/Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo: “Trata-se de uma ação afirmativa e inclusiva da autoria negra/indígena, em diálogo com a educação, dinamitando preconceitos e estereótipos veiculados pela literatura/mídia canônicas, consolidando um campo de estudos culturais, linguísticos, para o literário. O trabalho com as Leis 10639/03 e 11645/08, que trata da implementação da história e culturas africanas, afro-brasileira e indígenas no currículo escolar, constituem ações educativas de combate ao racismo e às discriminações”.

O Flisgo – Escritas Pretas é mais uma ação afirmativa do Grupo Acesso Cultural, que visa contribuir no entendimento da luta contra o Racismo e tem o incentivo da Lei Emergencial de Cultura, Lei Aldir Blanc (nº 14.017, de 29 de junho de 2020). O seminário conta com o apoio do CREFCON/SEMED-SG que certificará a quem participar de forma efetiva das atividades.



Presenças confirmadas: da Pesquisadora Indigenista Papiõn Cristiane Santos, do Umbandista Waguinho Macumba, Apóstolo Dzankon Detemen (Congo), do Escritor Cristino Wapichama, da Pesquisadora Fernanda Vieira, do Prof. Dr. Amauri Mendes, Dr. Prof. Renato Nogueira, do Diretor e ator Licínio Januário, da Atriz e Produtora Cultural Sol Miranda, da Dra. Laís Meri, do Vereador Prof. Josemar, da Historiadora Silene Orlando, da Professora e Feminista Leila Araújo, Dra. em Educação Lia Vieira.

No compasso do samba, contaremos com as presenças de Jerônimo Gegê (presidente da ala dos compositores da Estação Primeira de Mangueira), Wanderley Borges (A voz da Sapucaí); Compositores de samba enredo: Márcia Lopes (poetiza e integrante do Movimento de Compositores "Samba na Fonte/RJ"); Eric Costa e Rafael Raçudo (Porto da Pedra); além do sambista e escritor Paulinho Freitas.

Para mais informações sobre o Seminário acesse o canal do YouTube Q-Cria e o Instagram @flisgo.

 

Texto: Roberta Pereira.

Fotos: Divulgação.