
Sumiço
de fichas, edital sem publicação, manipulação do quadro eleitoral, descumprimento
do Estatuto e outras faltas indicam mais um processo eleitoral obscuro no
Reizinho de Madureira.
O
Estatuto do G.R.E.S. Império Serrano prevê que a eleição ocorra sempre no terceiro
domingo do mês de maio de cada triênio. Para isso seria de responsabilidade do
Presidente do Conselho Diretor, FLÁVIO DA SILVA FRANÇA ALVES, publicar Edital
de Convocação para o pleito. Tal edital foi publicado através do advogado da
Escola, que tinha poderes outorgados para o ato, respeitando os prazos
previstos. Entretanto, o Presidente Flávio França, de forma arbitrária e com a
conivência do Presidente do Conselho Deliberativo, WALDENIR DOS SANTOS LIMA,
achou por bem impugnar o Edital publicado por seu mandatário e adiar as
eleições, descumprindo o prazo estatutário, isso porque após a publicação do
primeiro edital, supostamente sem “autorização” ou legitimidade, um dos
conselheiros solicitou que o Presidente do Conselho Fiscal informasse por
escrito se houve prestação de contas. Com a informação de que não houve
qualquer apresentação de contas, Flávio França achou por bem impugnar o edital
que ele próprio mandou publicar, para tentar apresentar as contas e assim
viabilizar a sua reeleição.
Registre-se
que o Presidente do Conselho Deliberativo agiu (ou se omitiu) sem deliberação
do respectivo órgão, que, aliás, não se reuniu sequer uma vez durante todo o
triênio, por omissão do seu Presidente WALDENIR LIMA.
Não
fosse suficiente, o Presidente Flávio França arrombou a secretaria da Escola e
subtraiu todas as fichas dos associados sob a alegação de que se não o fizesse
outras pessoas o fariam, não informou quem.
O
fato é que o adiamento se deu única e exclusivamente para ganhar tempo, uma vez
que ele tinha o desejo de se reeleger, porém não tinha (e ainda não tem) as
suas contas aprovadas. Isso porque intempestivamente apresentou um pequeno
punhado de papel, sem qualquer valor jurídico, após o decurso de três anos de
mandato. Lembre-se que a Escola conta com subvenções públicas do Estado e do
Município. Dessa arte, as contas deveriam ser rigorosamente apresentadas e
auditadas, sob o risco inclusive de perda das importantes subvenções, sem as
quais o desfile do GRESIS é inviável.
Mesmo
após várias solicitações dos respectivos membros, o Presidente do Conselho
Deliberativo, Waldenir dos Santos Lima, se recusou a realizar uma reunião a fim
de dar e cobrar esclarecimentos ao quadro social. De forma arbitrária empurrou
essa situação até o final do mandato do Presidente Flávio França. Em tal
cenário (término do mandato do Presidente do Conselho Diretor), o Estatuto do
GRESIS prevê que o Presidente do Conselho Deliberativo será o responsável pela
condução das eleições.
O
Presidente Flávio França fixou na sede do GRESIS um quadro social com o nome
dos sócios aptos a votar. Estranhamente nessa lista surgiram nomes que nunca
existiram no quadro social, inflada com a inserção de vários parentes: mãe,
pai, filho, cônjuge, companheiro, irmão, sogro, que nunca pisaram na quadra do
Império. Não só, a lista também é omissa quanto aos nomes de vários sócios
remidos, honorários, beneméritos e até grande-beneméritos. Em comum, todos
expressamente contrários à reeleição do Presidente Flávio França.
Posteriormente,
no dia 28 de maio, foi fixada no mural a suposta reprodução de um edital de
convocação datado de 14 de maio de 2026. Na reprodução não tinha o nome do
jornal (que por força do Estatuto deve ser de grande circulação), muito menos a
data (em geral constante do rodapé), o que comprovaria a autenticidade da suposta
publicação. Questionados, os “signatários” se negaram a informar em qual jornal
o Edital foi publicado. Realizada pesquisa em todos os jornais de grande e
média circulação desta Cidade, afirma-se categoricamente que a publicação não
existiu.
Diante
de todos os fatos os conselheiros deliberativos solicitaram esclarecimentos ao
Presidente Waldenir dos Santos Lima acerca da composição dos membros da Comissão
Eleitoral que, conforme o Estatuto, têm a obrigação de analisar os pedidos de
inscrição das chapas, a lista dos sócios aptos a votar e ser votado, bem como
zelar pela lisura do sufrágio de maneira geral. Em represália o Presidente do
Conselho Deliberativo silenciou o grupo de mensagens (WhatsApp) dos
conselheiros, afirmando que é o Presidente e “concorrerá” à recondução junto
com o seu Vice-Presidente, Wanderlei Marzano. Tudo na tentativa de calar a voz
daqueles que se insurgem contra os seus desmandos.
Os
envolvidos claramente confundem os seus papéis com os de “donos” da Escola. O
Império Serrano não tem dono, o Império Serrano é de todos, patrimônio cultural
do Rio de Janeiro e do Brasil.
A
Escola nunca teve patrono, justamente para evitar arbitrariedades. A Escola, pautada
pela resistência mais uma vez se erguerá contra esse pequeno grupo de tiranos
que conduziram o GRESIS no último triênio de forma arbitrária, opressiva,
autoritária e sem respeitar as leis e os limites e obrigações estatutárias.
Por:
Chapa Imperianos de Fé.

