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Muito mais que uma “dorzinha”

 

Cálculos renais, como o que faz sofrer Jair Bolsonaro, são mais frequentes em época de frio e extremamente dolorosos.

 

Os cálculos renais podem ser extremamente dolorosos e não livram a cara de ninguém - mesmo que seja o Presidente da República. Jair Bolsonaro anunciou que terá que se operar para a retirada de um, “maior que um grão de feijão”, chamando a atenção para o problema, que costuma afetar mais pessoas, exatamente, em épocas mais frias. Tudo porque elas bebem menos água e com isso favorecem o aparecimento das temidas pedras nos rins.



Se hidratar, adequadamente, aliás, é sempre a melhor forma de prevenção. “A dica é prestar atenção na quantidade ingerida e não deixar para beber apenas quando sentir sede. No calor ou no frio, beba sempre água e mantenha seu organismo hidratado e equilibrado. E não deixar que o frio faça com que a ida ao banheiro seja evitada”, explica o Dr. Bruno Carvalho, um dos sócios do Centro Urológico Copacabana, aberto recentemente.

Pelo mesmo motivo (falta de hidratação adequada) as infecções urinárias também costumam ser mais frequentes em épocas mais frias.  “O ato de urinar é o responsável pela limpeza do canal da uretra. Quando não ocorre com a frequência que deveria, as bactérias ficam retidas no local, aumentando as chances do surgimento de uma infecção”, explica o Dr. José Alexandre Araújo, também sócio do CUC. A mulher é mais afetada pela doença por motivos anatômicos. “A uretra da mulher, além de ser mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de microrganismos para a região”, explica José Alexandre.

                      

Texto: Helcio Alves.

Fotos: Carla Josephyne.

 

Doenças que chegam com o frio

Infecções urinárias e cálculos renais aumentam com menor consumo de água.

O frio que está fazendo todo mundo sofrer, ainda traz um risco extra para as mulheres: a infecção urinária. Com baixa ingestão de água (por causa da menor sensação de sede) e a menor umidade, o risco de contrair a doença aumenta ainda mais - ela atinge cerca de um terço de toda a população feminina do planeta, pelo menos uma vez na vida.


“O ato de urinar é o responsável pela limpeza do canal da uretra. Quando não ocorre com a frequência que deveria, as bactérias ficam retidas no local, aumentando as chances do surgimento de uma infecção”, explica o Dr. José Alexandre Araújo, um dos sócios do Centro Urológico Copacabana. A mulher é mais afetada pela doença por motivos anatômicos. “A uretra da mulher, além de ser mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de microrganismos para a região”, explica José Alexandre.
Pelos mesmos motivos, outro problema de saúde que vem com as baixas temperaturas são os dolorosos cálculos renais. “A dica é prestar atenção na quantidade ingerida e não deixar para beber apenas quando sentir sede. No calor ou no frio, beba sempre água e mantenha seu organismo hidratado e equilibrado. E não deixar que o frio faça com que a ida ao banheiro seja evitada”, explica o Dr. Bruno Carvalho, também do CUC.

Texto: Helcio Alves.
Fotos: Carla Josephyne.